Ajuda nos batalhões de Niterói e São Gonçalo

Wellington Serrano –

Com o Estado do Rio de Janeiro quebrado financeiramente, os comerciantes e moradores de Niterói e São Gonçalo, com medo dos aumentos nos casos de violência, partem para oferecer ajuda para melhorar a segurança local. Segundo o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), Ruy França, a população não conhece as dificuldades dos policiais. “Precisamos de um equilíbrio entre as coisas que quero com as que preciso atender”, revela o comandante.

Segundo França, algumas viaturas estão funcionando graças à ajuda de algumas oficinas nos bairros Marambaia e Colubandê. Ao ser perguntado sobre quem são esses mecânicos ele disse que “quem quer ajudar não precisa aparecer”, mas reconhece a ajuda do povo. “Outro dia fui procurado por um eletricista, que viu uma entrevista minha falando sobre os problemas, ele veio aqui no batalhão e ofereceu ajuda para prestar um serviço de conserto dos carros parados, achei muito digno do cara que se colocou à disposição”, elogiou.

O comandante gonçalense disse que o apoio voluntariado dos comerciantes é confortante. “Outro dia estava num barbeiro cortando cabelo e um mecânico me ofereceu uma prestação de serviços com garantia”, realçou. Ele aponta que essa ajuda, sem querer aparecer, mostra o compromisso dos trabalhadores com a segurança local. “O mecânico que conserta uma viatura sabe que é mais um equipamento nas ruas e que pode ajudar a qualquer momento”, realçou.

Caso do comerciante Alessandro Matos, dono de uma loja de conserto de motos no Centro de Niterói, que atende vários batalhões e diz que faz o serviço pensando na segurança de sua família. “Compro o óleo e a pastilha de freio do meu bolso e boto nas motos para rodar. Estou aqui para ajudar a polícia, não quero a bagunça que está aí não. Sou nascido e criado aqui e quero segurança na minha cidade”, criticou.

PATRULHAMENTO COM MOTOS
O comandante do 12º BPM (Niterói), Marcio Rocha, que recentemente apresentou com exclusividade para A TRIBUNA o Projeto piloto de Motopatrulhamento do batalhão na Zona Sul disse que o comandante do pelotão de Motocicletas, Carlos Henrique Elethério, está trabalhando em vigor no projeto, apesar ainda de algumas carências de manutenção das motocicletas.

“Nosso interesse é de que em pouco tempo o projeto de motopatrulha esteja ativado em 100%, estamos precisando de algumas manutenções, pois eu fui lá e verifiquei a situação, é questão de tempo, nem que volte a funcionar com o apoio dos empresários”, concluiu o comandante.

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